Democracia sim. Ele não.

Disputas, calores e até gritarias são normais e inevitáveis em debates políticos. E, até certo ponto, são desejáveis porque subentendem que as questões são vivas e os temas importantes. Dão uma temperatura da maturidade democrática da sociedade.  Também é natural esperar rasteiras, intimidações, golpes baixos. Apesar da falta de civilidade, são as figuras de retórica dos vulgares.

Só não há embates na cova ou nas caves da repressão política.

Mas o maior risco é quando as verdades são revisadas e a ignorância grassa.

Revisionismo é crime.

Revisionismo é dizer que o holocausto não existiu. Ou dizer que não houve crimes políticos na ditadura. Revisionismo é acreditar que o regime nazista não criou campos de extermínio ou que o regime militar não foi responsável pelos porões da tortura. Ou que  eram necessários para estabelecer a ordem e que eram heróis aqueles que os comandaram. Revisionismo não é relativizar a história, é reescrevê-la.

Já a ignorância, essa não é crime.

Ignorância é achar que o combate à corrupção ou a estabilidade econômica são valores democráticos. São coisas ótimas mas não são valores da democracia. Alguns países cortam as mãos dos corruptos e outros prosperam sem voto, desrespeitando as minorias e proibindo a liberdade de expressão. Não são democracias. Ignorância é governar para a maioria desrespeitando as minorias. Ignorância é acreditar que regimes fortes, que combatem a violência com violência de Estado, vencem a violência. Ignorância, grande ignorância, é acreditar que o voto democrático legitima governos não democráticos.

Quando o obscurantismo é catapultado ao poder pelas regras democráticas, as disputas cessam e a democracia morre.

#Elenao
#Democraciasim
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