Coeteris Paribus é assim: vamos isolar todas as variáveis e observar apenas uma. Por exemplo: duas receitas de bacalhau precisam ser comparadas para depois conseguir saber quais são as diferenças. Fazer as duas receitas coeteris paribus significa fazê-las com exatamente os mesmos procedimentos, alterando por exemplo a quantidade de azeite. Daí, fazemos o mesmo com… [continua]
A busca do real
09/03/2001 em Sei lá | Deixe um Comentário »Não sou filósofo, nem sociólogo nem ologo algum. Sou apenas un publicitário com tudo que a profissão carrega de superficialidade e ansiedade. Tampouco tenho os embasamentos teóricos para sustentar minhas idéias. Mas uma das poucas virtudes da profissão que exerço é a da observação obsessiva. Faço portanto dessa qualidade um campo de experimentação pseudo científica…. [continua]
Incidental Marketing.
05/02/2001 em Sei lá | Deixe um Comentário »Quem não se deixa seduzir pelos lindos termos técnicos que fazem a alegria dos envernizados neófitos do marketing? Funcionam até como um código de acesso, um tipo de dialeto iniciático. Quem sabe pronunciá-lo com direito a intonações yankees, pode se considerar aspirante a executivo, com crachá e cargo expresso no mesmo idioma. Com a chegada… [continua]
O molho tá quase no ponto.
23/01/2001 em Sei lá | Deixe um Comentário »Como sempre, foi aquela zona. Quem fala mais alto assume o púlpito. Os tímidos e delicados, ouvem. Mas como o propósito não foi uma reunião de plenário com sufrágio conclusivo, o resultado foi extremamente positivo. Os personagens. Ficou claro que, como na vida, a Internet, se é que ela existe e o seu mercado, idem,… [continua]
Mobile Generation.
08/12/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Antropólogos adoram categorizar. Desde sempre, essa busca frenética para entender a natureza humana passa necessariamente por uma tentativa de jogar perfis em um saco de características e traços de comportamentos similares. Isto veio num crescendo até atingir seu climax com a sociedade de consumo moderna. É preciso fazer um corte “minimo denominador comum” para poder… [continua]
A bolha louca.
07/12/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Outro dia me perguntaram qual teria sido o mais importante acontecimento do ano na Internet. Ainda que eu achasse que esse assunto de Internet pudesse ser tratado de forma segregada do restante da economia, eu não consegui propriamente definir o acontecimento mais relevante do ano. Ao invés de dar tratos às meninges para encontrar este… [continua]
Publicidade on-line ainda não é publicidade
23/11/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Tive um pesadelo horrível ontem. Eu estava no meio de uma praça, num local desconhecido. Pelado. De repente surgiram de algum canto duas criaturas horrendas. Elas eram esquálidas, tristes, cansadas. Fiquei apavorado. Os dois seres aproximaram-se de mim com passadas lentas, coordenadas, ensaiadas. Eu não conseguia me mexer do lugar. Afinal de contas, eu estava… [continua]
Ensaio sobre Interatividade na Propaganda.
10/11/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Jack estava deitado em sua cama. Ele estava exausto. Assim mesmo, Jack levanta-se: 15 horas de sono ininterrupto tinham amortecido sua mente. Em um gesto automático, ele vira-se para o device de rede ao lado de sua cama. No monitor, uma loira dança sensualmente. Jack fixa o olhar seduzido pela performance da garota. Sua mente… [continua]
Internet? Old fashion.
14/09/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »O ambiente era estranho. Cheiro de incenso no ar, mantras ecoando aqui e ali. O público então, nem se fala. Hippies carecas, fósseis de Woodstock, intelectuais ufólogos, mantos laranjas. Uma fauna. O palestrante era um beato com olhar de águia. Um monge tibetano, do entourage do Dalai Lama. Um gaulês, filho de um dos mais… [continua]
Namorodromos existem.
13/09/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Você está sozinho naquele senta levanta, rangendo os dentes, começando mil coisas ao mesmo tempo, arrumando as gavetas, os livros, correndo atrás do próprio rabo ou simplesmente comendo porque não consegue dormir, nem assistir TV, nem subir pelas paredes, nem se enfiar na privada. E o pior de tudo, você pode estar rodeado de gente… [continua]
Promiscuidade e Prostituição.
29/08/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »- Alô? – Sim – Aqui é da Smith & Fucks & Mooney Co. Somos uma empresa de recolocação profissional. Seu nome foi indicado para uma posição numa empresa muito agressiva e nova. Qual é o seu nível de compensação? – Hã? – Sim, o Senhor está interessado em conversar sobre esta proposta de emprego?… [continua]
A Internet morreu.
24/08/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Primeiro foi o Big Bang. Deu um pipoco e foi aquela confusão, destroços para todos os lados, uma poeirada, um tohu-bohu. E como não podia deixar de ser, veio o verbo. Desandaram a falar e vomitar um monturo de palavrões difíceis, novos, sofisticados. O povo saiu como pode atrás de seus profetas, trocando também de… [continua]
A revolução do seu Samuel.
16/08/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Lambris de madeira, lustres de cristal, espelho barroco, cinco telefones na mesa e um surpreendente video wall de controle de todo o escritório. Do alto de seus 77 anos, seu Samuel tronava sobre um império construído nos escombros de mais uma memorável história de guerra, fuga, imigração, lombo de burro e lojinha no centro. “Eu… [continua]
A palavra trava.
12/08/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Bobgib enters the chat. Eu não quero falar do admirável mundo novo. Porque as chagas do velho me doem demais. Tem dias assim: baixa uma consciência temporã. Pesa o peito, falta de escape capa. “Esse é o palco da história que por mim será contada: um homem na estrada.” É de outra teia que eu… [continua]
Adivinhe quem vem para o jantar?
12/08/2000 em Sei lá | 2 Comentários »Quando tratamos do virtual, muitas vezes não sabemos ao certo do que estamos falando. E essa ignorância do fenômeno tende a trazer para o assunto uma aura de desconfiança e perplexidade. Mas quando o virtual começa a invadir de forma insidiosa o nosso horizonte, o tempo fecha. Alguns trazem explicações místicas para o fenômeno e… [continua]
Hermes, Deus da cibercoisa.
12/08/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Na encruzilhada tinha um montinho de pedra. Tropeiros e mercadores de todos os matizes reverenciavam aquele monumento insólito. E a cada viajante, uma pedra a mais, uma nova prece. Assim desperta Hermes, filho de Zeus. Deus da sinapse, da conexão, da comunicação. Ainda cheirando a hypoglós, seus calcanhares alados escapam do cueiro. O rebento encontra… [continua]
Banners de 12 Ks: 5 diferentes motivos para banir de vez esse cancro da Internet comercial.
10/08/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Direto aos pontos, sem introdução, sem não me toques: por que os banners não prestam? 1) Alguém tem dúvidas ainda de que a Internet é um bebê, em fase de crescimento e de definição de identidade? Acho que não. Portanto, como é que podemos dizer que o formato de publicidade padrão e ideal para a… [continua]
Uma história da Internet.com
29/06/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Histórias são sempre um emaranhado de fios e fatos trançados por um olhar. Não existem histórias imparciais. E é por isso que são verdadeiras. Hoje eu vou contar uma. A história da Internet, sob o ponto de vista do negócio. Mas atenção, é uma história. Portanto, obviamente pessoal. Obviamente parcial. Obviamente verdadeira. Fase 1 –… [continua]
Muito além dos discursos.
14/06/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Não costumo usar este espaço nobre para fazer qualquer tipo de comentário ou para enaltecer indiretamente atitudes e conquistas da empresa na qual trabalho. No entanto, não posso furtar-me a comentar, como colunista que sou desta coluna, há 4 anos, uma decisão que provocou tamanha polêmica e que arremessou o mercado em direções opostas. Refiro-me,… [continua]
Pesquisa na Web: o tradicional revisitado.
19/04/2000 em Sei lá | Deixe um Comentário »Aconteceu na semana de 10 a 12 de abril o congresso mundial da ESOMAR em Dublin cujo tema tinha o sugestivo nome de Net Effect 3. Que a Internet é a bolha da vez, ninguém mais tem dúvida mas nesse mar de informação, especulação, profecias e tendências é certo que todos estão estressadamente perdidos e… [continua]











