Fui ao Palácio de Versalhes com meu sobrinho, na época com 8 anos. Ao final do passeio, com um ar aborrecido, Gabriel achou o palácio pequeno. “Ué, ele não era o sol?” O Taj Mahal é mirrado, a capela Sistina parece uma HQ, Paris é uma aldeia provinciana. É de bom tom voltar do festival… [continua]
Cannes e os anônimos-famosos
21/06/2011 em Propaganda | 6 Comentários »Faz tempo que os festivais de publicidade celebram as marcas nanicas e suas proezas criativas que ninguém viu mas todo mundo adora. Ninguém mais acredita na inocência dos jurados. Eles têm total consciência de que aquilo que estão premiando praticamente inexiste. Um restaurante, uma banda de música, uma escola de linguas são negócios pequenos em… [continua]
O Planejamento de tanto querer ser muito acabou sendo nada
17/06/2011 em Propaganda | 10 Comentários »Palavras são por definição generalizações e simplificações das manifestações que elas simbolizam. Convenciona-se chamar uma coisa em que se senta a bunda de cadeira, por exemplo. Aquilo em que não se senta a bunda não é cadeira. Uma cama é aquilo em que se deita para dormir. Mas se você não deita para dormir numa… [continua]
Big Idea: muito big e pouco idea
13/06/2011 em Propaganda | 5 Comentários »Fomos disciplinados que a ideia é origem de onde nascem e explodem todas as iniciativas de comunicação de uma marca. Como Lancelot, perseguimos com o coração puro e convicção inamovível, o graal fundador, a big idea. É muito comum no entanto perseguir-se uma big with idea ao invés de simplesmente uma idea. Superlativar uma idéia… [continua]
Nem desmamou já quer ser diretor
09/06/2011 em Propaganda, Sei lá | 13 Comentários »Uma coisa lá em cima brigava com outra là em baixo. Não se entendiam sobre as qualidades que os seres vivos que acabavam de inventar deveriam ter. Finalmente, chegaram a um acordo, um conceito fundador, uma regra determinante, uma lei magna sob a égidie da qual, a Criação inteira deveria reger-se: a temporalidade. A temporalidade… [continua]
O debate cansa a beleza
06/06/2011 em Sei lá | 5 Comentários »Foi-se um tempo em que eramos educados no espírito de porquismo. Por definição, eramos do contra, antes mesmo de ouvir. O jogo da racionalidade exigia essa dialética. Não ocorria a ninguém, minimamente educado, ouvir um sermão, uma palestra, uma aula, silenciosamente. O espírito combatente aflorava na mais vaga e sutil tentativa de catequese ou difusão… [continua]
Esse blablabla das marcas
31/05/2011 em Propaganda | 7 Comentários »Somos piedosos missionários, diligentes evangelizadores, profetas da sacralidade das marcas. Mas como é monótono esse discurso, repetitivo e tão banal que dá preguiça de atentar. E é simples e divertido mudar os parâmetros. Inspirador de outras análises. Na rua e na vida, marcas são símbolos de quatro tipos, conte-se a história que se queira contar…. [continua]
O novo criativo, das profundezas e superfícies
30/05/2011 em Internet, Propaganda | 7 Comentários »A grande sorte da “criação” das agências de comunicação é elas terem, de todos as estabelecidas áreas, o melhor nome: Criação. Criar é uma atividade que conjuga a habilidade para expressar-se de forma escrita com aquela para fazê-lo de forma visual. Criar significa também e principalmente, ambas as linguagens confundidas, aprofundar-se na essência de uma… [continua]
Falta bom senso nas estratégias de redes sociais
25/05/2011 em Internet, Propaganda | 11 Comentários »Todos os dias ouvimos falar dos tsunamis de reputação que abalam o mundo. O poder insidioso e contagiante de um post ingênuo em alguma rede social, arrepia, apavora, paraliza. Quando se bate com o martelinho naquele ponto sensível do joelho, a perna dá um coice, geralmente desproporcional à força do impacto. Todo reflexo, quando bem… [continua]
Nova York, Nashville e Charleston
24/05/2011 em Sei lá | 1 Comentário »Um outoor enorme acolhia as pessoas que entravam em Nova York: “bem-vindo a Nova York, a única cidade em que você pode declarar abertamente ser gay mas tem vergonha de ser republicano”. É assim que a América recebia os emigrantes com o sorriso pétreo da estátua da liberdade. Uma terra onde tudo é possível, tolerado… [continua]
Falamos (inglês) antes de pensar (em português)
23/05/2011 em Propaganda | 6 Comentários »Nosso big mac é igual ao big mac dos outros, nossa bolsa Kelly é igual às bolsas Kelly das outras, nossas campanhas publicitárias são de nível internacional. Tem um lado bom contar com as mesmas referências dos gringos, nem que seja para aprender com suas derrapadas ou copiar sem vergonha. Mas desde que o consumo… [continua]
Publicitários são pedreiros sem pedreira
19/05/2011 em Internet, Propaganda | 5 Comentários »Muitos desenham enormes raciocínios para tentar revisar a segunda palavra de nossa denominação: publicidade, propaganda, ideias, comunicação, etc. Somos agências de publicidade, propaganda, ideias, comunicação, etc. Vá lá que hajam diferenças, semânticas e de fato, em cada uma das entregas. Mas muito pouco ou quase nunca se discute a primeira palavra: assumimo-nos sem questionamento como… [continua]
O paroxismo da comunicação sem mensagem
18/05/2011 em Internet, Propaganda | 1 Comentário »No começo era o verbo. Milhares de anos depois o verbo não resolveu o caos. E de tradução em interpretação, o sentido se perdeu e verbo significou comunicação e muito blablablá. Para o pensador Georges Haldas, verbo é o que une sujeito e objeto, dentro e fora, “em cima” e “em baixo”. Verbo é conexão…. [continua]
A panela de ferro e Rivaldo por Mário Daloia
05/05/2011 em Sei lá | 3 Comentários »Neste mundo onde craques e nem tão craques se comportam como grandes craques, um grande craque despertou-me a atenção neste último sábado dia 30, dia que eu iria ao Japão. Fora dos holofotes, e diferente daqueles craques e não tão craques para quem qualquer candeeiro ou lamparina é Cannes ou Hollywood, tive um dia de… [continua]
O nome na ficha enquanto o nome na porta não vem
29/04/2011 em Propaganda | 3 Comentários »Tem muita coisa que mudou, mas tem um porão que dá medo de encarar: o “nome na porta” ou sua versão menos ambiciosa “na ficha”. É deliciosamente reveladora a procissão que se arrasta todo ano atrás dos holofotes de led chinês de Cannes. Não por Cannes, nem pelo vinho, nem pela farra, nem pelo glamour… [continua]
O Instagram e o Guitar Hero por André Kassu
25/04/2011 em Internet | 17 Comentários »O grande trunfo do Guitar Hero é trazer a sensação de que você é um guitarrista, certo? Por alguns momentos, sacudir aquela guitarrinha colorida faz de você o melhor Stevie Ray Vaughan da sua sala. Sem uma aula de teoria sequer, sem uma aula prática, lá está você todo suado, dedos doloridos e feliz por… [continua]
Don Draper dança minueto
20/04/2011 em Internet, Propaganda | 7 Comentários »O que o melômano sem formação teórica percebe da música são melodias e harmonias e, vez por outra, surpreende-se com as estruturas. Não por acaso, a música é popular não somente quando as melodias e harmonias são simples, mas porque as estruturas são intuitivas, sem sofisticação. A criação publicitária ficou nesse mesmo “been there, done… [continua]
To indo pra JWT. Feliz
18/04/2011 em Sei lá | 15 Comentários »- Aí pessoal, esse cara navega no site! Foi essa a recepção que arranquei, o primeiro elogio, o primeiro enigma. Depois, fiquei sabendo que era uma piada interna que nunca me explicaram direito, mas era mais ou menos um sinônimo de outro apelido que ganhei depois, Alphen o Interneteimoso. Quando acordo, 13 anos depois, ainda… [continua]
A mídia de massa é advogada do diabo
15/04/2011 em Internet | 5 Comentários »Sempre que uma tragédia ocorre, a já eterna discussão sobre liberdade de expressão e Internet inflama as mentes. Radicaliza-se de ambos os lados, seja defendendo um território livre e amoral para a Internet, seja enaltecendo valores tradicionais e achocalhando a produção livre de conteúdos. É cansativo entrar nesse debate porque todo argumento levado a esse… [continua]
Consumidores primatas e especialistas brilhantes
13/04/2011 em Propaganda | 4 Comentários »Os consumidores mentem. São influenciados. Não têm opinião própria. São burros e ignorantes. Repetidores treinados que não sabem emitir julgamentos novos, suas referências são lugares comuns. Gostam de dar opinião, mesmo que não acreditem ou não entendam o que elas significam. Esse bando de chimpanzés, esse rebanho de ovelhas são o que somos, na média,… [continua]











